"A história é testemunha do passado, luz da verdade, vida da memória, mestra da vida, anunciadora dos tempos antigos."
Romances Histórico, Séries, Filmes e Animes, enfim, tudo de ficção histórica, aqui! Leia e participe!

domingo, 15 de março de 2015

[ANIME HISTÓRICO] Gifuu Doudou: Kanetsugu to Keiji

"Em suma, a honra consiste em viver de maneira bela"

ASSISTA ONLINE AQUI (Anitube)


PALAVRAS - CHAVE:  História do Japão - Século XVI - Samurai - Toyotomi Hideyoshi - Ieyasu Tokugawa - Unificação do Japão - Honra Samurai


SINOPSE OFICIAL:Escondendo dentro de seu coração o segredo da filha ilegítima de seu senhor enquanto arrisca sua vida para protegê-lo, o chefe de retenção de Uesugi Kenshin, Naoe Kanetsugu, une-se com o lendário guerreiro conhecido como o Homem Selvagem, o mais infame de todos, Maeda Keiji. Uma vez nunca desistindo não importando o inimigo, Kanetsugu e Keiji continua a brilhar através dos últimos dias turbulentos da era dos Reinos Combatentes, lutando fielmente pela justiça e seu próprio modo de vida.


COMPREENDA O CONTEXTO HISTÓRICO: Se você ainda não conhece a história do Japão continue lendo em seguida. Se já é familiarizado com a História e nomes importantes do Japão pule lá para o fim do post.
(A SINOPSE NÃO EXPLICA ABSOLUTAMENTE NADA DO ANIME!!!)



ATENÇÃO! LEIA ESSE PARÁGRAFO SE VOCÊ AINDA NÃO CONHECE NADA DA HISTÓRIA DO JAPÃO... Afinal, esse foi meu primeiro anime histórico e pode ser o seu também.
Não pretendo fazer o resumo de toda a História do Japão, não. Mas, se você quer entender o anime, é necessário que conheça o mínimo possível do contexto histórico.


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Posso dividir a explicação basicamente em 7 pontos para ficar mais fácil.

1º - Se você já estudou a Idade Média, lembrará que a Europa era marcada por um sistema chamado Feudalismo, em que os grandes proprietários de terra tinham poder quase absoluto em seu território e não eram todos subordinados ao Rei. Era assim o Japão também, um Feudalismo quase idêntico ao da Europa, vários feudos espalhados pelo território.




2º -  No Japão da época em que se passa o Anime (ano de 1590... por aí), existia um Imperador, que era apenas símbolo do poder e não mandava em praticamente nada! Mas, existia, também, um Xogum, um espécie de General-mor que era quem realmente deveria mandar no Japão.



3º - Apesar de o Xogum ser aquele que DEVERIA governar o país, na ÉPOCA DO ANIME, ELE NÃO TINHA FORÇA O SUFICIENTE. Quem mandava MESMO eram os senhores de terra espalhados pelo país todo. Exatamente como na Europa.



4º - Lembra que na Europa a Idade Média durou mil anos? A "Idade Média" do Japão começou aproximadamente em 1467 e foi até 1573. Esse período foi marcado principalmente pelas guerras de senhor contra senhor, numa briga constante para dominar uns aos outros e assumirem o poder da nação. Por isso, esse período ficou conhecido como SEGONKU JIDAI, que significa PERÍODO DOS ESTADOS COMBATENTES.



5º - O homem que pôs fim a esse período de Guerras se chamava ODA NOBUNAGA que também era um senhor de terra, e que queria UNIFICAR O JAPÃO. Então, em 1573, depois de muitas vitórias militares, Nobunaga era amado e odiado por muitos, e considerado o verdadeiro líder do povo japonês, embora não fosse Imperador ou Xogum. Um dos maiores inimigos de Nobunaga foi UESUGI KENSHIN (que por ser um Guerreiro muito hábil, foi considerado a encarnação do deus da guerra budista Bishamonten, e NO ANIME, JUROU CELIBATO. Ou seja, jurou não se casar e não ter filho, justamente por ser um deus).


MAPA DAS PROVÍNCIAS DO JAPÃO NA ÉPOCA DE ODA NOBUNAGA E DE SEU INIMIGO UESUGI KENSHIN.
Conseguem ver as terras de Kenshin, Echigo? Do lado direito da imagem há uma ilhazinha SADO. Logo abaixo está Echigo.




6º - Em 1582, ainda em luta para unificar totalmente o Japão, Nobunaga foi traído por um de seus generais e morto. (Essa foi a maior sacanagem da História do Japão) 
O poder caiu nas mãos de outro general de Nobunaga chamado Toyotomi Hideyoshi, que, humildemente não se tornou Xogum ou Imperador, mas, dizia-se ser o Conselheiro Chefe do Imperador (kanpaku) e assim controlava a nação.



7º - Apesar de Toyotomi Hideyoshi ser o chefe incontestável, cada província tinha seu senhor ainda. Na prática, cada senhor (ou cada clã) era rei em seu próprio território, mas, todos eles tinham que se curvar diante de Hideyoshi.

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FIM! O Anime começa quando Hideyoshi quer (e quer muito!) invadir e conquistar a província de Echigo, que pertencia ao clã dos Uesugi (cujo chefe, Kenshin, tinha sido inimigo ferrenho de Nobunaga, mas, que nessa época já estava morto). O PERSONAGEM PRINCIPAL DO ANIME é um dos "generais" do atual senhor de Echigo, NAOE KANETSUGU.

Como Hideyoshi não tem coragem de atacar diretamente os Uesugi, só lhe resta uma alternativa: criar contendas internas (até parece mulher esse Hideyoshi...). Daí, ele começa a "acusar" o personagem principal NAOE KANESTSUGU de ser filho ilegítimo do Uesugi Kenshin, o ex-chefe que tinha jurado celibato. Se a acusação de Hideyoshi for comprovada, vai ter muita confusão interna e muita guerra e morte, que é tudo o que NÃO PODE acontecer porque senão Hideyoshi invade e faz a festa.

O lindo Hideyoshinho à espera de uma contenda interna entre os Uesugi para poder atacar.










ANIME MUITO RECOMENDADO! VOCÊ ENTENDERÁ O QUE ERA SER SAMURAI!
ASSISTA E COMENTE!

segunda-feira, 2 de março de 2015

[FILME HISTÓRICO] Alexandria (ou Ágora)




"Reserve seu direito a pensar, mesmo pensar errado é melhor do que não pensar."
(Hipátia - Filósofa e Matemática, protagonista do filme)

ASSISTA ONLINE: AQUI (Megafilmes)

PALAVRAS - CHAVE: Fim da Antiguidade Clássica - Egito - Cristianismo x Paganismo - Perseguição religiosa - Filosofia neoplatônica - Astronomia - Biblioteca de Alexandria


SINOPSE OFICIAL: Sob o domínio Romano, a cidade de Alexandria é palco de uma das mais violentas rebeliões religiosas de toda história antiga. Judeus e Cristãos disputam a soberania política, econômica e religiosa da cidade. Entre o conflito, a bela e brilhante astrônoma Hypatia (Rachel Weisz) lidera um grupo de discípulos que luta para preservar a biblioteca de Alexandria. Dois deles disputam o seu amor: o prefeito Orestes (Oscar Isaac) e o jovem escravo Davus (Max Minghella). Entretanto, Hypatia terá que arriscar s sua vida em uma batalha histórica que mudará o destino da humanidade.
(Filme lançado em 2009|125 minutos)

COMPREENDA O CONTEXTO HISTÓRICO: Alexandria no Egito, final do século 4 a.C., era considerada a capital intelectual do mundo. Estando submissa ao Império Romano, esta brilhante cidade reunia vários cientistas, filósofos, e crentes de várias religiões (o que ocasiona algumas contendas religiosas).
O Cristianismo a cada dia crescia, principalmente neste século 4, que é marcado pela tolerância e oficialização desta religião em todo o Império Romano.
O filme tem início no reinado de Teodósio (378-395), e, portanto, as antigas religiões pagãs passam a ser perseguidas e, aos poucos, eliminadas.




COMENTÁRIO (RESENHA):


  • O filme narra a História de Hipátia, que foi, realmente, uma filósofa que viveu em Alexandria, e, que fez uma descoberta muito importante em relação ao movimento dos planetas (assista o filme e saberá hehe!). No decorrer da História, sempre se vê Hipátia buscando a solução para o movimentos dos atros e suas descobertas.
  • A estória do filme (da paixão do aluno e do escravo por Hipátia) também é bem legal, e não atrapalha em nada a historicidade do filme.
  • Uma das principais questões é mostrar as intrigas entre judeus, cristãos e os seguidores da religião de Serápis (que seria o deus principal do Egito neste período; é um deus heleno-egípcio).
  • Pra quem tem o interesse no Cristianismo primitivo, o filme apresenta o que seria uma irmandade cristã cujos membros eram chamados de Parabolanos.

FILME ALTAMENTE RECOMENDADO! 
Garanto que a discussão sobre o geocentrismo/heliocentrismo vai lhe deixar bem interessado nesta questão.
O cristianismo apresentado no filme também lhe chamará a atenção por não ser, exatamente, aquilo que se acha que os cristãos deveriam fazer.

Assista e comente! Um grande abraço!

sábado, 7 de fevereiro de 2015

[SÉRIE HISTÓRICA] The White Queen



"Há mulheres que são como as flores venenosas..."
(CAMILO CASTELO BRANCO)


ASSISTA ONLINE: AQUI (filmesonlinegratis) ou AQUI (megafilmes)
PALAVRAS - CHAVE: História da Inglaterra - Início da História Moderna - Centralização Política -  Século XV - Jogo de Interesses - Disputas na Corte - Perspectiva Feminina


SINOPSE OFICIAL: Situada no período da Guerra das Rosas, quando os Yorks, que representam a cor branca, e os Lancasters, que carregam a cor vermelha, travam uma guerra que dura 30 anos, a história é apresentada sob a perspectiva feminina representada pelas personagens Elizabeth Woodville, Margaret Beaufort e Anne Neville. A trama terá início em 1464, quando a guerra está em seu nono ano.
(Série lançada em 2013 | 10 episódios - 55 minutos | Inspirada na série de Romances Históricos de Philippa Gregory)


COMPREENDA O CONTEXTO HISTÓRICO: Inglaterra, ano de 1455. Inicia-se uma guerra de dois lados pelo trono: de um lado está a dinastia real (ou seja, o atual rei, Henry VI, pertence a esta dinastia), chamada Lancaster que usa um brasão em forma de rosa, na cor vermelha. A outra dinastia é a York, usa também uma rosa como brasão, neste caso a branca. No meio desse jardim conflito todo, a Guerra que se estendeu até 1485 foi chamada posteriormente de Guerra das Rosas.
A série The White Queen tem início no decorrer da guerra (1464) quando a dinastia York toma o poder. A York é a dinastia protagonista da série.


No meio desse jardim conflito, a Guerra que se estendeu até 1485 foi chamada posteriormente de Guerra das Rosas.
Na imagem, a alusão à Guerra das Rosas na excelente animação "Alice no País das Maravilhas".
("Vamos pintar assim, rosas cor de carmim. É bom pintar, é bom passar a tinta até o fim."  ♫)


COMENTÁRIO (RESENHA): 

  • AVISO SUPER IMPORTANTE: ASSISTA A SÉRIE LEVANDO EM CONTA QUE A TEMPORADA É ÚNICA. Não haverá segunda temporada; se quiser saber o por quê, clique aqui. Então, os 10 episódios cobrem os 30 anos da guerra. Se prepare para a correria!
  • A série tem como protagonista Elizabeth Woodville que têm a sua vida transformada no meio dessa Guerra da Rosas. Em primeiro lugar, seu marido morre em batalha, deixando-a com dois filhos ainda crianças para cuidar. Em seguida, o rei usurpador, Edward dos Yorks (Edward IV) termina por entrar na sua vida, mudando todo o quadro. A série então, se inicia. O próprio nome já deixa explícito que a Elizabeth se torna a rainha ("branca" por causa do brasão dos Yorks, a rosa branca). Mas, longe de toda essa guerra terminar, a nova rainha se verá envolvida em diversas artimanhas dentro de uma corte que a odeia por ela ser uma simples plebeia.
  • Apesar de se ter uma perspectiva feminina, a série não é feminina (feita para mulheres apenas).




CONTINUAÇÃO & RECOMENDAÇÃO: Como citei anteriormente, a série é uma adaptação do Romance Histórico "A Rainha Branca" de Philippa Gregory, de uma coleção de livros que ela chamou de "Guerra entre Primos" que possui 5 livros. 

A série, em si, só teve a intenção de mostrar a Guerra das Rosas e seu desfecho. Nada mais! Mas, está recomendadíssima por mim, para que você possa compreender um pouco de como se dava as questões políticas naquela época: as traições, os casamentos, as guerras, e, principalmente, a religião. Você vai gostar bastante, apesar de algumas vezes terminar por se confundir com a quantidade de nomes desconhecidos, e a velocidade dos acontecimentos. Mas, recomendo sim!
Você não vai sentir dificuldade em entender a Guerra das Rosas depois que assistir esta série.

Após assistir a série, indico a você, além dos livros da Philippa Gregory (apesar de eu não ter lido ainda), o Romance Histórico "Passáros da Tempestade" de Conn Iggulden que trará um pouco mais de aprendizado e diversão a você neste período da História!

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Grande abraço do Mesquita, e, não esqueça de comentar!




domingo, 25 de janeiro de 2015

[ROMANCE HISTÓRICO] Orgulho Asteca (vol. 1) - Série Asteca

"Isso é a coisa mais dolorosa do pesar: o modo como provoca recordações dos bons tempos comparando-as pungentemente com o sofrimento atual."
Mixtli, personagem principal. ( Pág. 501)





PALAVRAS -CHAVE:  História da América "Pré-Colombiana" - Civilização Asteca - Século XVI - Perspectiva Asteca


SINOPSE OFICIAL: Gary Jennings, um dos melhores autores de romances históricos dos Estados Unidos, viveu por 12 anos no México para pesquisar a fundo a vida da última grande civilização centro-americana.
O resultado dessa dedicação é uma série de quatro romances que contam os últimos anos desse poderoso império e sua conquista pelos invasores espanhóis.
Narrado por Mixtli, um escriba, guerreiro e mercador, Orgulho asteca nos leva em uma viagem ao passado para descobrirmos que, além de executarem sacrifícios humanos violentos, os astecas eram um povo criativo, inteligente e orgulhoso que deixou como legado uma das mais imponentes civilizações de todos os tempos.
Um romance apaixonante que está para o México pré-colombiano como a série de Ramsés para o antigo Egito.


COMPREENDA O CONTEXTO HISTÓRICO: quando a narração começa, os chamados "Astecas" e muitos outros povos nativos da América Central já haviam sido conquistados pelo espanhóis há pelo menos 8 anos. O rei da Espanha neste período, Carlos V (que também era o Sacro Imperador Romano-Germânico), designou o frei Juan de Zumárraga para ser o primeiro Bispo do México. "México" que era chamado, naquela época, de Nova Espanha.
O romance tem início quando o próprio Rei e Imperador Carlos V envia uma carta para o Bispo Juan de Zumárraga, em que diz que ter interesse na História dos Astecas antes da chegada dos espanhóis. Para descobrir um pouco deste passado, o rei ordena que Zumárraga entrevistasse alguns dos índios anciãos que sobreviveram ao ataque dos espanhóis, perguntando-os acerca de sua História e cultura pré-europeia e pré-cristã, uma vez que muitos livros Astecas foram destruídos e os que tinham sido conservados possuíam uma escrita incompreensível aos europeus.
O Bispo responde, então, ao Rei que encontrou, Mixtli, o nosso querido personagem principal (o qual aprendemos a amar no decorrer da História), índio, ancião de 63 anos, e que começa a contar a sua própria história desde o nascimento. É então que o aprendizado começa, pois o Mixtli dá uma verdadeira aula de História sobre o incrível e poderoso Império Asteca.




COMENTÁRIO (RESENHA):  Se eu quisesse resumir este romance e a genialidade do autor em uma palavra, diria: FANTÁSTICO!
É isso que você vai achar quando iniciar a leitura deste maravilhoso livro e desta incrível história que se passa no México, em 1529.


São 544 páginas de uma escrita muito gostosa de se ler. Além de algumas poucas palavras propositadamente deixadas em nahuatl (língua comum dos Astecas), você não sentirá problema algum em comer esse romance rapidamente.
(Tente ler sem parar: Huitzilopochtli ou Tenochtitlan. Ao término das 544 páginas você vai entender o significado destas palavras e conseguirá pronuncia-las sem dificuldades. ^^ )


Este livro foi, sem dúvidas, um dos melhores romances históricos que já li. Fiquei fascinado pela escrita e pelo modo de tecer a História de Gary Jennings: as festas, os rituais de sacrifício, os "pecados", as guerras, a vida cotidiana, os deuses, a escrita, o calendário, a política... Tudo é explicado de forma admirável. É impossível terminar este livro sem ser conhecedor da cultura Asteca. A curiosidade e o gostinho de quero mais é constante ao ler o livro.



CONTINUAÇÃO & RECOMENDAÇÃO:

A série Asteca tem 5 volumes: Orgulho Asteca, Outono Asteca, Holocausto Asteca, Sangue Asteca e Vingança Asteca.
Gary Jennings faleceu em 1999, tendo escrito, portanto apenas os dois primeiros livros da série. Os restantes foram escritos por seu ex-editor Robert Gleason, e também por Junius Prodrug, a partir de notas deixadas por Jennings.

O Livro e a Série são mais do que recomendados! Não hesite em comprar e ler!

A contribuição histórica para a sua vida vai ser enorme! Poucos livros trazem tanta profundidade assim.
Você e eu já sabemos como a História "termina" para os Astecas, mas isso não nos impede de nos deliciarmos com estes 5 livros.
Após a leitura do romance, sugiro que você faça a leitura do livro de não-ficção "A Civilização Asteca" de Jacques Soustelle (que você encontra em PDF clicando aqui).

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Então, até a próxima, companheir@! Espero que tenha gostado!
Críticas e sugestões são bem - vindas!
Se já leu o livro, fique à vontade para comentar. ;)





sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Apologia da Ficção Histórica: Por que devemos ler os Romances Históricos?

*Apologia = Defesa.


*Romance = um gênero literário. É formado pela narração de uma história qualquer: existem personagens; diálogos entre estes personagens; tempo; lugar; um começo, meio e fim nesta história. Romance não tem nada a ver com romântico!


Era uma noite tranquila em um dos meus primeiros meses de Faculdade em História quando escutei o berro: “VOCÊ QUER APRENDER OU QUER SE DIVERTIR?!”. Foram essas as palavras do professor que acabara de chegar na sala de aula, dirigidas a um pobre colega de classe. Sabe aqueles golpes combos de vídeo games? Foi mais ou menos isto que aconteceu com meu pobre amigo. O motivo do grito? Ora, vejamos como aconteceu:
 Meu amigo, Alan, chegara na sala de aula extremamente feliz com um livro sobre o Nazismo. Eu não lembro o título, mas sei que era desses livros de História escritos por jornalista de forma romanceada (como fez o Laurentino Gomes). Assim que o professor Marcelo chegou na sala, durão como sempre, Alan foi lá, cheio de orgulho, mostrar o livro que com muito esforço comprara e pedir o sincero comentário do professor sobre a leitura. A resposta, cheia de carinho, que Alan recebeu, foi a que citei acima: VOCÊ QUER APRENDER OU QUER SE DIVERTIR?! Ele humildemente retomou o livro das mãos do professor e saiu cabisbaixo para a sua cadeira, praticamente sangrando – por dentro. 

Ora -você me pergunta-, por que o professor fez isso? Bem... O objetivo primeiro desse post, querido leitor imaginário, é fazer você entender que dentro de uma Universidade, no curso de História, qualquer livro não escrito por um Historiador é visto com preconceito. Se o autor é Historiador vale a pena ser lido. Se não é, o livro serve para ser jogado no lixo, como diria o bondoso professor Marcelo. (:


A pobre Mai de The King of Fighters sendo destroçada no combo, tal como Alan pelo professor.


Very well, vamos para uma explicação mais detalhada:
Eu falei do Laurentino Gomes mais acima. Okay, é ele um Jornalista, que segundo o Wikipedia, fez uma pós-graduação em Administração de Empresas, e que, por algum motivo, em 2000 e pouco começou a escrever sobre a História do Brasil. (Oh!  Jornalismo+Administração+História = ... \o/ )

Puxa vida! Enquanto isso, EU, um cara que amo História, passo 5 anos numa Faculdade de H-I-S-T-Ó-R-I-A, lendo tanto livro chato pesado, para conseguir -com muita dificuldade- me formar e, se Deus permitir e quiser me abençoar, fazer um Mestrado e depois Doutorado, muitas vezes em um assunto que não me agrada, como por exemplo, História das Doenças ou, História do Café ¬¬.
 E aí, no fim da vida, já devendo à morte, eu, finalmente, me acho apto para escrever um livro, enquanto o Laurentino já tem três. Mas, tudo bem... Então, eu escrevo! (Aê! História da Unha Encravada \o/), e, se eu consigo ser reconhecido e lido em meu Estado, já posso morrer feliz! :’) :D   Já o cara (Laurentino Gomes) estudou 4 anos Jornalismo e em 2007 escreveu sobre um assunto que eu queria escrever (a foto do livro abaixo), e vendeu tanto que é internacionalmente conhecido. Como assim? Que bug foi esse?!

(O que o Laurentino tem que eu não tenho?)
Livro lançado em 2007. Repare no sub-título do livro. Muita gente amou! E, sem dúvidas, me fez compreender muita coisa.



A resposta é simples: Ele escreveu de uma forma fácil de entender! 
 Uma adolescente no oitavo ano ou um universitário no último período de seu curso consegue entender facilmente. Tal como ele, contei a história de Alan  de modo ROMANCEADO = ao invés de explicar de um modo difícil, escrevi a verdade de maneira que todos entendam e na forma de uma estorinha (lembrando que romance e romântico não têm nada a ver no Mundo dos Livros).

Logo, há muitas pessoas formadas em Jornalismo ou em Letras, que conseguem escrever muito (muito!) bem e escolhem um tema na História para romancear. Por exemplo: quero escrever sobre Hitler. Então eu pesquiso muito (muito!) sobre esse sujeito e descubro que...  ele era vermelho, nasceu de um pai azul e de uma mãe amarela. Descubro que quando era criança pulou a cerca e se cortou e chorou tanto que achou que iria morrer. Descubro, ainda, que ele lia história em quadrinhos e revista Playboy (ah, muleque!), mas, que cresceu e matou muito gente... Então eu vou lá e escrevo uma história com Hitler sendo o personagem principal, utilizando os conhecimentos que obtive com a minha pesquisa. 

Adolf Hitler... Ou, Dolfinho para os íntimos.
Lembrando que um romance histórico consiste de início, meio, fim de uma História, e, principalmente de diálogos.


Infelizmente muitos autores brasileiros e estrangeiros escrevem romances histórico com mais ficção do quê realidade. Por este motivo, muitos Historiadores detestam este gênero literário, e, tal como o professor Marcelo, acham que eles só servem para divertir os leitores ao invés de informar e ensinar.
Neste caso eu discordo, pois, para mim, é possível aprender e se divertir, sim!


Grande exemplo de que há aprendizado na diversão. E, vale lembrar: um dos maiores foi o grandioso Playstation 1 que me fez passar horas num dicionário de Inglês.

Ume exemplo real de que valeu a pena ler romance histórico (principalmente para aqueles que gostam de História de Roma) foi: alguns anos atrás, ainda no Ensino Médio, eu lia, um romance sobre Júlio César. Numa determinada aula, o professor de História começou a explicar a importância de César e de sua aliança política com Crasso e Pompeu, conhecida como o Primeiro Triunvirato. Estive tão empolgado nesta aula! Ora, eu já sabia aquilo que meu querido professor já explicava! Era tão bom ouvir um adulto falando do meu herói, era tão bom saber que o meu herói realmente existiu. E além do mais, antes que a aula acabasse eu já sabia como terminaria. Isto me dava mais confiança, e logo eu me achava o superior, o gostosão de História da turma. Se houvesse uma prova surpresa, eu seria aquele que tiraria a nota mais alta. hehe (Claro, se eu soubesse separar a ficção da realidade.)

Status: me sentindo o gostosão! Tal como no excelente jogo de Playstation Duke Nukem.




Desta forma, defendo com firmeza o Romance Histórico.
Preste atenção nessa defesa: JÁ SE PERGUNTOU PORQUE VOCÊ CHORA QUANDO LÊ "A CULPA É DAS ESTRELAS"? Ou por que você fica empolgado quando lê uma estória em que o personagem principal marca um gol, por exemplo? Saiba, então, que é comprovado cientificamente que, quando você lê um livro, sua mente faz com que você interaja com a história. Você sorri, chora, sente raiva e xinga os personagens como se existissem na sua vida atual.
Desta forma, vamos dizer que, se você quer entender mais sobre a cultura do Egito Antigo e os seus deuses... Ora, leia um Romance Histórico sobre o Egito (como a série Ramsés) e você vai -garanto!- ser transportado para aquela sociedade. Você vai aprender muito (muito, muito!) mais do quê pegando 50 livros que ache difícil de ler.
E o melhor de tudo é: ao término do livro, vamos lá no tio Google e começamos a pesquisar sobre o assunto. Assim aprendemos bem mais do quê aqueles que não leem nada. Morô? ;D 

Minha mensagem, então, simples e direta: LER ROMANCE HISTÓRICO FAZ BEM E LHE FAZ MAIS INTELIGENTE! LEIA E PESQUISE, E VOCÊ, ALÉM DE PASSAR A GOSTAR AINDA MAIS DA HISTÓRIA, VAI, COM MUITO ESFORÇO, SER UM(A) GRANDE HISTORIADOR(A)! :o


Um grande abraço do Mesquita, e até a próxima!